Um pouco de Ciência...e ciência da boa
Posted On quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 at à(s) 20:12 by dany boyDescoberto vírus capaz de eliminar selectivamente células tumorais
Cientistas norte-americanos descobriram um vírus que reproduz genes capazes de localizar e eliminar tumores cerebrais em ratinhos, indica um estudo hoje publicado. Um dos aspectos salientados pelos investigadores é que esses genes deixam virtualmente intactos os tecidos cerebrais saudáveis e centram o seu ataque nas células cancerosas. O estudo, publicado no The Journal of Neusoscience, foi realizado durante seis anos por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale dirigida por Anthony van den Pol. O trabalho centrou-se na actividade do vírus "vesicular stomatis", seleccionado pela sua capacidade de atacar tumores cerebrais deixando os tecidos saudáveis em grande parte intactos. "Este estudo mostra que o vírus entra no cérebro e chega mesmo às células que se afastam do tumor principal", referiu Harald Sontheimer, oncologista da Universidade de Alabama em Birmingham, não envolvido no estudo. "Assumindo que o vírus se comporta de forma semelhante nos humanos, isso poderá, no futuro, configurar uma forma inédita e altamente eficaz de tratar tumores resistentes", acrescentou. Células tumorais de cancros cerebrais que se desenvolvem tanto em ratinhos como em humanos foram implantadas em ratinhos imunocomprometidos que depois receberam uma injecção de vírus na cauda. Através de proteínas fluorescentes comuns a células tanto dos tumores como dos vírus nos cérebros de ratinhos vivos, os cientistas viram como o vírus infectou várias zonas do cérebro e se disseminou por todo um tumor em três dias, deixando à sua passagem um rasto de células tumorais mortas. Os autores do estudo garantem que o vírus não atacou células normais dos ratinhos nem células cerebrais humanas não cancerosas transplantadas para o cérebro dos ratinhos. O vírus também se mostrou eficaz na destruição de tecidos cancerosos que têm origem na mama ou nos pulmões, os dois tipos de cancro que mais se propagam ao cérebro. Segundo os cientistas, futuras investigações deverão centrar-se na compreensão dos potenciais riscos de segurança, incluindo a possibilidade do vírus infectar células normais do cérebro, e na exploração de possíveis alterações do vírus que possam mitigar esse risco. "Temos algumas ideias para fazer com que o vírus seja seguro no cérebro humano", disse van den Pol. "Isso é importante para impedir que eventualmente o vírus infecte células cerebrais normais depois de atacar o tumor cerebral".
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Cientistas de Illinois estudam acção reparadora das enzimas no DNA
Cientistas norte-americanos descobriram um vírus que reproduz genes capazes de localizar e eliminar tumores cerebrais em ratinhos, indica um estudo hoje publicado. Um dos aspectos salientados pelos investigadores é que esses genes deixam virtualmente intactos os tecidos cerebrais saudáveis e centram o seu ataque nas células cancerosas. O estudo, publicado no The Journal of Neusoscience, foi realizado durante seis anos por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale dirigida por Anthony van den Pol. O trabalho centrou-se na actividade do vírus "vesicular stomatis", seleccionado pela sua capacidade de atacar tumores cerebrais deixando os tecidos saudáveis em grande parte intactos. "Este estudo mostra que o vírus entra no cérebro e chega mesmo às células que se afastam do tumor principal", referiu Harald Sontheimer, oncologista da Universidade de Alabama em Birmingham, não envolvido no estudo. "Assumindo que o vírus se comporta de forma semelhante nos humanos, isso poderá, no futuro, configurar uma forma inédita e altamente eficaz de tratar tumores resistentes", acrescentou. Células tumorais de cancros cerebrais que se desenvolvem tanto em ratinhos como em humanos foram implantadas em ratinhos imunocomprometidos que depois receberam uma injecção de vírus na cauda. Através de proteínas fluorescentes comuns a células tanto dos tumores como dos vírus nos cérebros de ratinhos vivos, os cientistas viram como o vírus infectou várias zonas do cérebro e se disseminou por todo um tumor em três dias, deixando à sua passagem um rasto de células tumorais mortas. Os autores do estudo garantem que o vírus não atacou células normais dos ratinhos nem células cerebrais humanas não cancerosas transplantadas para o cérebro dos ratinhos. O vírus também se mostrou eficaz na destruição de tecidos cancerosos que têm origem na mama ou nos pulmões, os dois tipos de cancro que mais se propagam ao cérebro. Segundo os cientistas, futuras investigações deverão centrar-se na compreensão dos potenciais riscos de segurança, incluindo a possibilidade do vírus infectar células normais do cérebro, e na exploração de possíveis alterações do vírus que possam mitigar esse risco. "Temos algumas ideias para fazer com que o vírus seja seguro no cérebro humano", disse van den Pol. "Isso é importante para impedir que eventualmente o vírus infecte células cerebrais normais depois de atacar o tumor cerebral".
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Cientistas de Illinois estudam acção reparadora das enzimas no DNA
"As helicases ao longo do DNA funcionam como elementos determinantes em muitos dos mecanismos moleculares responsáveis pela reparação do DNA nas células", disse Maria Spies, coordenadora do estudo. "Muitas doenças, como o cancro, ou por exemplo o envelhecimento estão associados ao mau funcionamento destas enzimas", acrescentou. As helicases são uma categoria especial de motores moleculares que modificam o DNA. Esta modificação ocorre porque estas enzimas se deslocam ao longo das cadeias do DNA, num movimento semelhante ao de um carro numa estrada, utilizando a energia armazenada no ATP (Adenosina tri-fosfato). Têm como função principal separar as duas cadeias da cadeia dupla de DNA, permitindo a replicação e reparação das cadeias, explicam os investigadores. O DNA é uma molécula frágil que sofre alterações graves quando exposta à radiação, à luz ultravioleta, químicos tóxicos ou subprodutos de processos celulares. As lesões do DNA, se não forem reparadas a tempo, podem provocar mutações, cancro ou a morte de células. De acordo com o estudo, as helicases na família da Rad3 têm um papel chave no mecanismo celular de prevenção e reparação dos danos no DNA. A investigação teve por base a versão da Rad3 nas arquebactérias, micróbios cujo sistema de reparação do DNA é semelhante ao das células humanas. De acordo com os responsáveis, trabalhar com arquebactérias tem a vantagem de permitir aumentar a quantidade de proteínas disponíveis e uma manipulação genética mais simples. A Rad3 é composta por uma rede de aminoácidos mas contém também um grupo protético designado por complexo ferro-enxofre, um conjunto de quatro átomos de ferro e quatro átomos de enxofre incorporados na estrutura da proteína através da interacção com quatro resíduos de cisteína da rede de aminoácidos. "As helicases do DNA, que pertencem à família Rad3, têm um domínio adicional. A estrutura deste domínio é estabilizada pelo complexo de ferro-enxofre, cuja integridade parece ser essencial para o funcionamento correcto destas enzimas na reparação do DNA", disse Spies. A equipa transformou as ligantes da cisteína ao complexo de ferro-enxofre de forma a investigar o seu papel no mecanismo molecular da enzima Rad3. Algumas das mutações separavam a translocação do DNA da hidrólise do ATP, o que fazia com que apesar da poder usar o "combustível" do ATP a proteína não fosse capaz de se mover ao longo do DNA. De acordo com os investigadores, o estudo revela que a integridade do complexo e o domínio adicional com ferro são cruciais para o reconhecimento das estruturas do DNA alvo de uma acção reparadora. "Quando há mutações as helicases deixam de comportar como era suposto", disse Robert Pugh, co-autor do estudo. "O conjunto ainda lá está mas o ambiente à volta altera-se".
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